Melancolia vazia em harmonia com o meu estado de espírito, tudo o que sinto se desvanece num grito…e eu como fico? por favor suplico que o mito do desespero não entre em flagelo com o gelo imenso e extenso no meu coração, precisava da tua mão, não como teu irmão mas como empurrão para evitar esta reflexão complexa e dispersa em palavras parvas que nem eu entendo porque me estendo num pensamento obscuro. nele me sento e procuro algo que parece ter fugido, meu coração tem sentido? sinto-me incompleto e nem com o dialecto encontro afecto, não posso estar certo pois nunca senti algo tão complexo mas com nexo como este amor platónico. é muito mais que sexo, é um reflexo nos meus olhos doentes dos momentos passados a teu lado. devo estar errado mas estou cercado de pensamentos dementes mas influentes nas minhas acções e atitudes, por vezes rudes, por vezes eloquentes em discursos que percorrem percursos pedregosos, sinuosos mas harmoniosos, que morrem como os fracos nas mãos de poderosos, queixosos mas pecaminosos.
então para que serve viver se não para ver o que é sofrer? porque depois de ter o poder para fazer, tudo desaparece e só sobram recordações que não valem mais que as palavras de Camões que contudo são imortais, intemporais como corais de recifes num oceano profundo, que embelezam o mundo mas formam um submundo talvez imundo, pois o belo e o feio se contrariam e o que eu quero fica no devaneio. Sinto-me rasteiro e envolto numa bola enérgica, forte como uma doença alérgica…alérgico sou eu à dor que sinto com calor, silencioso mas estrondoso porque é maldoso, assim como o amor que arde à minha vista. será que perdi a minha conquista?
devia parar de ser ilusionista porque ou vivo iludido ou vivo desiludido, num mundo fudido onde o errado está sempre intrometido e me põe em conflito com o sentido do que se sente na nossa mente demente e também no coração de papelão que se rasga como uma carta, completa como a encarta.
E mais um sorriso se descarta numa força insensata e inata que retrata uma vida vivida e sentida numa corrida de pensamentos sentidos e vividos, a par com a vida que instiga uma ira individa, individual e anormal, porque causa o mal no bem habitual.
e onde encontrarei a resposta? talvez no “tempo intemporário do calendário” equalitário de um otário sem binário de imaginário, subsidiário como um empresário.
posta a vida contra uma encosta de faca ao pescoço, qual é a resposta para o meu troço? que caminho devo seguir, como devo proguedir? não sinto que te esteja a trair apesar de reagires como tal, mas devias saber que não, que nunca te faria mal..








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